terça-feira, 31 de maio de 2011

É a ética relativa?

Boa noite a todos!

Na última postagem, intitulada "O que há de errado com o especismo???" (leia aqui), deixei uma reflexão que gostaria de relembrar aqui antes de prosseguirmos: como (com qual coerência) nós podemos respeitar a vontade que uns (os animais humanos) têm em continuar vivos e aproveitar a vida, e, ao mesmo tempo, desrespeitar essa mesma vontade em outros (os animais não-humanos sencientes que, assim como nós, também querem continuar vivos e desfrutar a vida)??? 
 
Com o intuito de auxiliar tal reflexão, compartilharei, como já havia prometido, a íntegra do artigo intitulado "Raciocínio Ético", escrito pelo Luciano Cunha (que, não custa lembrar, tem mestrado na área - ética). Mas antes gostaria de fazer uma pequena introdução com dois pequenos textos (que dividirei em duas postagens), também do Luciano Cunha, sobre os impactos da relatividade e da subjetividade na ética. 
 
Segue abaixo o primeiro desses dois textos introdutórios. Boa reflexão e até a próxima!!!

Abraços!
Bruno 
 
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É a ética relativa?
 
Por Luciano Carlos Cunha*
 
Antes de discutirmos temas específicos da ética precisamos saber algo sobre a ética em si, e de que bases se deve partir para discutir questões de ética. Do contrário, corremos o risco de falar de algo que não fazemos a menor ideia do que seja. Antes de tudo, então, é preciso questionar alguns dogmas que impedem a discussão ética. Outra vantagem de discutirmos esses pontos primeiro é que eles se aplicam a qualquer questão ética, não apenas as que envolvam animais não humanos.
 
Todos que já participaram de um debate sobre alguma questão ética com certeza já escutaram (geralmente depois de vários argumentos terem sido discutidos): “Ah, mas isso tudo é relativo/subjetivo, nem adianta discutir”.  A crença de que a ética é relativa a cada sociedade ou subjetiva a cada indivíduo é amplamente difundida. Muitas  pessoas repetem essa alegação como se fosse uma verdade tão óbvia que não mereceria atenção qualquer posição que partisse do pressuposto de que a ética não é relativa ou subjetiva. Alguém que pretende defender que a ética pode ser discutida em bases objetivas certamente está, dizem eles, “tentando impor suas preferências pessoais aos outros”. Mas será que é realmente tão fácil assim sustentar essa afirmação sobre a natureza da ética (de que é relativa/subjetiva)? Com o curto espaço que possui essa coluna, pretendo mostrar que já é possível apontar inúmeros problemas graves nessas perspectivas que geralmente passam despercebidos, justamente por aquelas serem muitas vezes tomadas como “verdades óbvias”. Se o relativista/subjetivista pretende não ter a “cabeça fechada”, não pode deixar de questionar esses problemas.
 
Vejamos primeiro a perspectiva que afirma que o que é certo depende da sociedade em questão (relativismo ético). Deixaremos o subjetivismo para a próxima coluna. Quem defende essa perspectiva parte do fato verdadeiro de que há um relativismo cultural, ou seja, cada sociedade possui costumes diferentes – incluindo códigos morais diferentes. O que a tradição chinesa considera correto pode não ser o mesmo que a tradição esquimó, ou qualquer outra sociedade, por exemplo, considera. A partir desse fato, as pessoas concluem que não pode haver verdade universal em ética, pois, dizem essas pessoas, tudo o que podemos fazer é avaliar as coisas a partir do ponto de vista da sociedade na qual vivemos. Se fizermos isso, somos então considerados pelo relativista como arrogantes.
 
Mas será que, de um ponto de vista lógico, não há problema algum em concluir, a partir do fato de que culturas diferentes possuem códigos morais diferentes, que não há verdade objetiva em ética? O problema é que, mesmo que a premissa seja verdadeira (no caso, o fato de que existem códigos morais diferentes), a conclusão ainda pode ser falsa. Não podemos concluir do mero fato de que há discordância sobre um assunto, que não há verdade objetiva sobre tal assunto. Considere que discordamos sobre se tenho duas canetas na minha mochila ou uma só. Podemos concluir, desse mero fato de que há discordância, então que não existem nem duas nem uma caneta dentro da mochila? Não, porque uma das duas pessoas pode simplesmente estar enganada. Abrindo-se a mochila resolve-se esse problema. Alguém pode objetar que isso é válido para investigações sobre fatos físicos (os fatos físicos não são falsos ou verdadeiros de acordo com o que pensamos sobre eles) mas não para a ética. Mas, se for, então o argumento não pode simplesmente ser o de que há discordância na ética, já que, como vimos, o mero fato de haver discordância não é suficiente para afirmar que não há verdade objetiva sobre um assunto. Assim como no caso das canetas na mochila, é possível que na ética simplesmente algumas posições estejam erradas, mesmo que seja verdade que haja discordância. Assim, a conclusão não resulta da premissa, pois, caso haja verdade em ética, é possível que nem todos tenham conhecimento dela. Também, por outro lado, pode ser que o relativismo moral seja verdadeiro. Se for, outro argumento teria de ser endereçado que não meramente apontar o fato de que há discordância.
 
Geralmente os defensores do relativismo alegam que uma posição ética objetiva pode resultar em danos terríveis, como assassinar todos aqueles que discordam de sua posição. Contudo, além de haver o problema de que, ao afirmarem isso, abandonam o relativismo e adotam um padrão universal de julgamento (“o assassinato é ruim”), não percebem que é o relativismo que poderia tolerar práticas terrivelmente danosas. Eis algumas consequências da adoção do relativismo: (1) não poderíamos mais criticar o fato de algumas sociedades fazerem guerras, manterem escravidão, que tivesse ideais nazistas etc. Todas essas práticas seriam igualmente boas a qualquer outra; (2) não poderíamos mais questionar o código moral de nenhuma sociedade, inclusive a nossa (já que o relativismo implica que o correto é o que a sociedade afirma que é). Se o relativismo for verdadeiro, então todo código moral é perfeito; (3) se todo código moral for perfeito, então não podemos mais aprender algo com outras culturas, que, ironicamente, é umas das preocupações comuns entre muitos defensores do relativismo; (4) não poderíamos mais pensar que certas mudanças são para melhor. Não poderíamos dizer, por exemplo, que numa sociedade onde havia escravidão, e agora, todas as outras coisas continuam iguais exceto que não há escravidão, então algo melhorou – já que o relativismo diria que é um erro julgar uma prática de uma época de acordo com os padrões de outra; (5) teríamos de dizer que é sempre errado tentar mudar a sociedade em que se vive. Como o filósofo Peter Singer apontou, na crítica que faz ao ralativismo: o reformador, dentro dessa perspectiva se encontra numa posição difícil: “quando pretendem modificar as perspectivas éticas dos seus concidadãos, estão necessariamente errados; só quando conseguem conquistar a maioria da sociedade passam as suas opiniões a estar certas” (SINGER, Ética Prática, p. 14). Por isso, de acordo com o relativismo, seria correto tentar reformar nossa sociedade apenas se ela tivesse se afastando de seu código moral estabelecido. Poder-se-ia, aqui, objetar que a ética é relativa não à sociedade como um todo, mas ao grupo (classe social, por exemplo) dentro do qual alguém se insere dentro de uma sociedade. Essa mudança na definição de relativismo, embora conserte até certo ponto o problema de, aceito o relativismo, não fazer mais sentido questionar a sociedade, acaba criando o mesmo problema dentro dos grupos: aceito o relativismo de grupo, não faz mais sentido questionar as normas do grupo. Portanto, essa “solução” apenas transfere o problema para outra esfera, mas não o resolve. Assim, longe de ser uma perspectiva “cabeça aberta”, o relativismo é tudo o que um conservador extremo (seja das normas da sociedade, do grupo ou de qualquer outra coisa) gostaria para defender sua posição.
 
Outro argumento que tenta provar a validade do relativismo consiste em afirmar que todos os nossos padrões de certo/errado nada mais fazem do que refletir o código moral de nossa sociedade: “como podemos ter uma base neutra para julgar, se é assim? Mesmo se houver a verdade em ética, jamais poderemos sabê-la, então”. O problema com esse argumento é que não é verdade que todos os nossos juízos refletem o código moral de nossa sociedade. Se assim fosse, ninguém tentaria mudar nada na sociedade em que vive. Quando dizemos “a escravidão é errada”, não parece que estamos dizendo a mesma coisa que “minha sociedade condena a escravidão”; parece que estamos dizendo que a escravidão não deveria existir, independentemente do que o restante da sociedade pensa. O relativista pode objetar que as pessoas só tentam isso porque entraram em contato com outras sociedades, com padrões morais diferentes. Mas essa objeção perde, de fato que, mesmo se isso for verdade (e não temos evidências de que é), as pessoas ainda podem escolher qual código preferem seguir. E saber o que a sociedade acha que devemos fazer não ajuda. Ainda temos que tomar a decisão nós mesmos. O relativista poderia responder que as pessoas não são livres, e sim, determinadas, não podendo escolher coisa alguma. Mas aí não faria mais sentido reclamar quando elas afirmam que o relativismo não é verdadeiro.
 
O relativista ainda pode argumentar: “veja, a ética não é objetiva, dado que num contexto pode ser correto fazer algo e em outro não; pode ser errado mentir geralmente, mas não é errado mentir para enganar um terrorista e impedir que ele mate vários inocentes”. Ora, esse argumento não diz que a ética é relativa. Está apenas dizendo que às vezes as regras não cumprem o ideal a que se destinam (no caso, garantir benefício a inocentes), o que justifica quebrá-las nessas situações. Por exemplo, tal exceção à regra de mentir poderia ser justificada em qualquer sociedade, onde quer que aquele contexto aparecesse e poderia estar baseada, por exemplo, num padrão objetivo como “proteger inocentes”.
 
Quando alguém defende uma prática de uma outra sociedade apontando os benefícios que tal prática causa aos afetados por ela, então deixa de ser relativista. Se alguém defende que o infanticídio praticado por esquimós se justifica porque, apesar de tudo, essa é a saída para o problema que causa menor dano dentre todas as outras disponíveis, então não pode simplesmente dizer que alguém que é contra a mesma prática por argumentar que existe outra saída menos danosa está arrogantemente impondo os padrões de sua sociedade. Ao fazerem isso, adotam um padrão independente de julgamento, que é o benefício aos atingidos.
Assim, embora o relativismo traga a importante contribuição de colocar sob suspeita os valores de nossa sociedade (eles são um código moral entre muitos, portanto, podem estar, sob muitos aspectos, errados), apontando que aquilo que muitos sentem como verdades morais óbvias podem ser meros preconceitos culturais, isso não é o suficiente para fornecer um argumento que sustente a conclusão de que, então, a ética é relativa.
 
O relativismo parte do fato verdadeiro de que há discordância entre diferentes códigos morais de diferentes sociedades e salta para uma conclusão metaética, afirmando que a ética é relativa. Como vimos acima, o mero fato de haver discordância não é suficiente para provar essa conclusão e nenhum outro argumento é endereçado para cobrir essa lacuna. Portanto, a divergências entre diversos códigos morais não implica um relativismo ético. A ética não é relativa.

Diante dessas dificuldades, muitas pessoas abandonam o relativismo e adotam o subjetivismo ético (a visão de que o certo/errado depende não da sociedade, mas do que cada um acha). Uma análise dessa visão será o tema da próxima postagem.

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* Luciano Carlos Cunha  é Mestre em Ética e Filosofia Política pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Licenciado em Música pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), membro do corpo editorial e colaborador da revista eletrônica Pensata Animal (www.pensataanimal.net) e autor do blog Desafiando o Especismo (www.lucianoccunha.blogspot.com).

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O que há de errado com o especismo???

Olá a todos!

Vocês já devem ter lido no subtítulo deste blog (na parte superior desta página) que maltratar um animal, abandoná-lo, tratá-lo como objeto ou algo sem valor são alguns dos inúmeros exemplos de atitudes especistas. Creio que isso já seja suficiente para responder o que há de errado com o especismo, mas, como a proposta deste blog é explorar esse tema ao máximo, convido a todos para iniciarmos uma jornada de bastante reflexão e muitos questionamentos por aqui.

Para uma melhor definição sobre o termo especismo, volto a citar um trecho do Manifesto da Sociedade Vegana (também presente no subtítulo deste blog) sobre esse assunto: "Chamamos de especismo a discriminação contra espécie, tão arbitrária e irracional quanto o racismo e o sexismo, entre outras." Diante dessa definição, que ainda será muito explorada por aqui, pode-se afirmar que o veganismo é uma das atitudes coerentes que podemos ter para combater o especismo; na verdade, é o mínimo que podemos fazer.

Antes de continuarmos explorando a questão proposta no título desta postagem (O que há de errado com o especismo???), vale lembrar que, resumidamente, vegano (vegan, em inglês) é aquela pessoa que, por questões éticas, além de não se alimentar de carne, leite e ovos, também não consome nenhum outro produto oriundo da exploração animal (presente não somente na alimentação, mas também no entretenimento, vestuário etc.). É bom lembrar também que o veganismo (justamente por ser embasado em questões éticas, como a abolição do especismo) não se trata de um "estilo" de vida ou de dieta.

Para auxiliar na reflexão proposta aqui, farei agora uma breve contextualização do ambiente no qual comecei a me questionar sobre a ética (ou a falta dela) por trás de toda essa exploração animal (especismo) que, conforme perceberemos nas próximas postagens, se sustenta basicamente em função da cultura especista que herdamos (aquela preservada pela família, reproduzida pela escola e legitimada pelas mídias). Devo confessar que entre todos os amigos e conhecidos que conviviam comigo no dia-a-dia, nenhum deles era, sequer, vegetariano, ou seja, todos comiam carne. Quem me conhece há muito tempo, sabe bem que dificilmente havia outra pessoa que fazia tanta questão quanto eu de, diariamente, almoçar em churrascarias e jantar em pizzarias (pizzas e massas em geral). Cito isso para deixar claro que, em meio a todo esse ambiente, o fato de eu ter me tornado vegano certamente não foi por "modismo", ou seja, não foi uma atitude para me incluir num determinado grupo (muito pelo contrário, como pode ser constatado na contextualização do ambiente acima).
Obs.: ainda não fui a uma pizzaria vegana, mas sei que elas existem! Isso mesmo, as massas também podem ser preparadas sem ovos!!! Para conhecer (e preparar em casa!) algumas receitas veganas, acessem http://guiaveg.com.br/index/?cat=33

Exatamente por todo esse cenário propício à acomodação, confesso que não foi fácil começar a refletir sobre a ética (ou a falta dela) por trás dessa exploração animal. O comodismo era muito grande e, além de tudo isso que já citei, é bom lembrar que nem de verdura eu gostava. Na época eu não sabia, mas hoje sei que veg[etari]anismo não é sinônimo de herbivorismo, pois a base da dieta vegetariana é o reino vegetal, e não somente as verduras (que fazem parte do reino vegetal). A base nutricional da dieta veg[etari]ana são os cereais e leguminosas (feijões, o que inclui ervilha, lentilha, grão de bico etc.), que são alimentos de elevada densidade nutricional e com ótimo teor protéico.
Obs.: para mais informações sobre a dieta vegetariana e seu impacto na saúde, do ponto de vista médico, recomendo o livro "Vegetarianismo e Ciência" (disponível em http://livraria.folha.com.br/catalogo/1156000/vegetarianismo-e-ciencia), escrito pelo Dr. Júlio César Acosta Navarro, ph.D., cardiologista e especialista em nutrologia, que defende que a dieta vegetariana é benéfica e segura para todas as fases da vida. Esse livro foi fruto de um extenso período de estudos e da revisão de mais de 2.000 artigos científicos. Aproveito para compartilhar também o link para uma excelente entrevista concedida à Livraria da Folha por outro médico, o Dr. Eric Slywitch, nutrólogo especializado em dietas vegetarianas (entre outras dúvidas, o médico mostra quais os passos a serem seguidos por quem deseja mudar sua alimentação, como os pais devem agir com seus filhos quando estes decidem ser vegetarianos e como alimentar um bebê com esta dieta): http://www1.folha.uol.com.br/livrariadafolha/837717-soja-e-desnecessaria-para-o-vegetariano-diz-especialista-eric-slywitch.shtml

Então, diante de tamanho comodismo, como é que eu fui começar a refletir sobre isso? Foi a convivência com um animal de outra espécie que me instigou a pensar sobre o assunto, dando início à seguinte reflexão: "Em relação aos animais das outras espécies (os não-humanos), como (com qual coerência) eu posso amar uns e ser cúmplice da exploração dos outros, indiretamente escravizando-os e torturando-os até a morte, pra depois usá-los para alimentação, vestuário etc.???"
Obs.: sobre essa exploração animal (animais em processamento enquanto ainda conscientes, confinados a ponto de neurotizarem e se auto-mutilarem, enxertados com componentes ou substâncias sem analgesia etc.), gostaria de compartilhar o link para um vídeo intitulado "Paredes de vidro", narrado por sir Paul McCartney que, entre uma e outra revelação chocante a respeito do constante sofrimento a que estão sujeitos os animais explorados pela indústria de carne, ovos, leite etc., afirma: “Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam veg[etari]anos." Eis o link para para o vídeo (contém cenas fortes): http://www.youtube.com/user/MrBclpinheiro?feature=mhum#p/a/f/0/FgavacZ_47Q. Recomendo esse pequeno vídeo, pois isso evitará que corramos o risco de ter que explicar a nossos netos como era possível estar havendo um verdadeiro holocausto com os animais e nós não sabermos de nada.

Enfim, em relação a essa reflexão inicial, devo admitir que não havia coerência alguma em minha atitude. E refletindo ainda mais sobre isso, cheguei à seguinte questão: como (com qual coerência) eu posso respeitar a vontade que uns (os animais humanos) têm em continuar vivos e aproveitar a vida, e, ao mesmo tempo, desrespeitar essa mesma vontade em outros (os animais não-humanos sencientes que, assim como nós, também querem continuar vivos e desfrutar a vida)???
Obs.: sobre a senciência dos animais, segue link para a reportagem de capa da revista superinteressante do mês passado (março/2011), cuja própria capa afirma: "A ciência começa a descobrir que sim, os animais também são gente. Eles se apaixonam, fazem planos para o futuro, sentem saudade, tecem intrigas e enganam você." Minha filhotinha Amora, por exemplo, me engana direto, simulando o choro de um bebê quando quer algo (rsrs)! Eis o link para a reportagem: http://super.abril.com.br/ciencia/estudos-mostram-passa-pela-cabeca-animais-623040.shtml 

É exatamente esta reflexão que eu gostaria de propor inicialmente neste blog:
como (com qual coerência) nós podemos respeitar a vontade que uns (os animais humanos) têm em continuar vivos e aproveitar a vida, e, ao mesmo tempo, desrespeitar essa mesma vontade em outros (os animais não-humanos sencientes que, assim como nós, também querem continuar vivos e desfrutar a vida)???

Com o intuito de auxiliar tal reflexão, compartilharei nas próximas postagens a íntegra do artigo intitulado "Raciocínio Ético", escrito pelo Luciano Cunha que, não custa lembrar, tem mestrado na área (ética). Lembro também que o próprio Luciano já se manifestou na seção "comentários" do último post, se colocando à disposição para quaisquer questionamentos acerca do assunto abordado nesse seu artigo.

Boa reflexão e até a próxima!!!


Abraços!
Bruno

quinta-feira, 31 de março de 2011

Raciocínio Ético (inauguração oficial)

Boa noite a todos!

Sejam todos bem-vindos a este espaço de reflexão. Inicialmente, devo informar que escreverei por aqui, no máximo, duas vezes por mês, para termos tempo de aproveitar a reflexão proposta e debatermos na seção "comentários" (localizada abaixo de cada postagem). Aproveito para pedir àqueles que se interessarem pela proposta deste blog que cadastrem seus e-mails para serem notificados quando novas postagens forem feitas. Esse cadastro pode ser feito pelo campo "
cadastre seu e-mail (newsletter)", localizado na coluna da direita, abaixo do link "Google Tradutor".

Será uma honra poder debater com vocês sobre um importante assunto que o senso comum nos impõe: a exploração animal. A intenção aqui é questionar esse senso comum, antes mesmo de aceitá-lo ou rejeitá-lo "automaticamente" (em função de hábitos herdados).


Sei que alguns ridicularizam este Movimento pela Aboliçao do Especismo, mas compreendo, pois sei que, historicamente, é constatado que todos os grandes movimentos passam por três momentos: ridicularização, debate e adoção (ou rejeição, se não houver razões válidas).

Espero que possamos dar início ao estágio do debate por aqui, superando essa fase inicial da ridicularização. Dessa forma, c
onvido-os para refletirmos juntos nesse espaço democrático, onde todas as opiniões serão bem-vindas (exceto as que contenham palavras de baixo calão).

Nas próximas postagens, apresentarei as razões que guiam este movimento e espero explorá-las ao máximo com a ajuda de vocês.
Conto com a presença de vocês para crescermos cada vez mais uns com os outros. Tudo por um mundo melhor e mais justo para todos.

Por ora, e com o intuito de termos debates mais produtivos posteriormente (baseados em argumentos racionalmente válidos), deixo aqui o link para um artigo intitulado "Raciocínio Ético", escrito pelo Mestre em Ética, Luciano Cunha: http://lucianoccunha.blogspot.com/2010/08/raciocinio-etico-forma-parte-1.html . Esse é o link para a primeira parte do artigo, que está dividido em sete partes
. Acessando esse link, as partes seguintes também podem ser acessadas clicando nos ícones localizados na parte inferior da página, ao final do artigo.

Peço àqueles que estiverem dispostos a refletir, que leiam esse artigo acima com bastante atenção, pois ele é muito importante para mantermos um debate produtivo. Estarei por aqui aguardando possíveis questionamentos acerca do tema
(raciocínio ético) abordado nesse artigo. Aliás, convidei seu próprio autor (o Luciano Cunha) para estar conosco neste momento inicial.



Abraços a todos e boa reflexão!
Bruno

P.S.: "Muito pouco da grande crueldade mostrada pelos homens pode ser atribuída realmente a um instinto cruel.  A maior parte dela é resultado da falta de reflexão ou de hábitos herdados."
Albert Schweitzer (teólogo, músico, filósofo e médico alemão), que viveu no início do século passado e extasiou o mundo com seu trabalho, recebendo, em 1952, o Prêmio Nobel da Paz.

terça-feira, 22 de março de 2011

Boas-vindas!!!

Lanço agora a "pedra fundamental" deste blog - Questionando o Especismo - que busca questionar o ESPECISMO de uma forma filosófica (científica), por meio do raciocínio crítico.

A inauguração oficial do blog está prevista para o dia 01/04/2011 (sexta-feira da próxima semana).

Conto com vocês para refletirmos juntos acerca desse assunto.


Abraços,
Bruno Pinheiro